sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

MANSOS DE CORAÇÃO - Emmanuel

 


Quando Jesus proclamou a felicidade nos mansos de coração, não se propunha, de certo, exaltar a ociosidade, a hesitação e a fraqueza.
Muita gente, a pretexto de merecer o elogio evangélico, foge aos mais altos deveres da vida e abandona-se à preguiça e à fé inoperante, acreditando cultivar a humildade.
O Mestre desejava destacar as almas equilibradas, os homens compreensivos e as criaturas de boa vontade que, alcançando o valor do tempo, sabem plantar o bem e esperar-lhe a colheita, sem desespero e sem violência.
A cortesia é o primeiro passo da caridade.
A gentileza é o princípio do amor.
Ninguém precisa, pois, aguardar o futuro, a fim de possuir a Terra. É possível orientá-la hoje mesmo, detendo-lhe os favores e talentos, entre os nossos semelhantes, cultuando a bondade fraternal.
As melhores oportunidades de cada dia no mundo pertencem àqueles que melhores se fazem para quantos lhes rodeiam os passos. E ninguém se faz melhor, arremessando pedras de irritação ou espinhos de amargura na senda dos companheiros.
A sabedoria é calma e operosa, humilde e confiante.
O espírito de quem ara a Terra com Jesus compreende que o pântano pede socorro, que a planta frágil espera defesa, que o mato inculto reclama cuidado e que os detritos do temporal podem ser convertidos em valioso adubo, no silêncio do chão.
Se pretendes, pois, a subida evangélica, aprende a auxiliar sem distinção.
A pretexto de venerar a verdade, não aniquiles as promessas do amor. Abraça o teu roteiro, com a alegria de quem trabalha por fidelidade ao Sumo Bem, estendendo a graça da esperança, a benefício de todos, e, um dia, todos os que te cercam e te acompanham entoarão o cântico de bem-aventurança que o teu coração escreveu e compôs nos teus atos, aparentemente pequeninos de fraternidade e sacrifício, em favor dos outros, em tua jornada de ascensão à Divina Luz.
Emmanuel/ Francisco Cândido Xavier
Livro:Escrínio de Luz



FONTE -  ESPIRITBOOK.

SÍNTESE DO HINDUÍSMO


Síntese do Hinduísmo

A HISTÓRIA DO HINDUÍSMO

O hinduísmo é uma das religiões mais importantes do mundo. Existem hoje aproximadamente 720 milhões de hindus. A maioria está na Índia, mas populações significativas também vivem no Nepal, nas Ilhas Maurício, nas Ilhas Fiji, na África do Sul, no Sri Lanka, na Guiana, na Indonésia (Bali), e em alguns outros poucos países. O hinduísmo tem, na maioria das estatísticas, muitos milhares de anos e se distingue como sendo a mais antiga das religiões existentes no mundo. Embora saibamos ser mais antiga que o jainismo, o budismo, o cristianismo e o islam, é difícil determinar sua idade exata. Alguns eruditos acreditam que o zoroastrismo, que também é uma das mais antigas religiões no mundo, teve sua origem baseada nas mesmas escrituras que originaram o hinduísmo.

OS ANCESTRAIS DOS HINDUS E SUA RELIGIÃO

Os ancestrais dos hindus eram conhecidos, em sânscrito, como āryas. A palavra equivalente em português é ariano ou indo-ariano. Os arianos chamavam sua religião de Ārya Dharma – a religião dos arianos, e desconheciam completamente a palavra hinduísmo. A palavra dharma, nesse contexto, significa religião, ou deveres religiosos. O sânscrito que pertence a família de línguas indo-européias, era o idioma dos indo-arianos.
Os arianos também chamavam sua religião de Mānava Dharma, ou a religião do homem, o que significava não ser essa, uma religião exclusiva dos arianos, mas sim, aplicável a toda a humanidade. Um outro nome era Sanātana Dharma – a religião eterna, ilustrando a sua crença de que a sua religião se baseava em verdades eternas.
O nome, hinduísmo, veio bem mais tarde. Um dos países vizinhos, a Pérsia, fazia fronteira com a Índia antiga, que naquela época era conhecida como Āryāvarta – a terra dos arianos. A fronteira entre a Pérsia e a Índia antiga era o rio Indus, em sânscrito, Sindhu. Os persas não conseguiam pronunciar a palavra sindhu corretamente; pronunciavam-na hindu, e também se referiam aos arianos que viviam na outra margem do rio, como hindus. Assim, a religião dos arianos passou a ser conhecida como hinduísmo.

VERDADES SUPRA-SENSORIAIS – A BASE DO HINDUÍSMO

. De onde veio o universo, e como?
. Se existe um criador, como é Ele? Qual o relacionamento entre a criação e o criador?
. O que nos acontece quando morremos?
. Nós existimos depois da morte?
. Será que existíamos antes de nossos nascimentos?
Tais perguntas têm desafiado a mente humana desde o aparecimento da humanidade. Mesmo aqueles com as mentes mais inteligentes não encontraram respostas definitivas para essas perguntas. Quaisquer que sejam as respostas encontradas, elas se baseiam em mera especulação. Mas alguns santos espiritualmente iluminados, com a ajuda de suas mentes purificadas, acharam as respostas e as tornaram conhecidas para nós. Essas respostas foram eventualmente registradas em livros, conhecidos como escrituras. As escrituras , de acordo com o hinduísmo, são únicas na sua habilidade de revelar verdades desconhecidas por mentes impuras. A diferença entre uma mente “impura” e uma mente “pura”, pode ser explicada através da seguinte analogia.
Gelo, água e vapor – essas três coisas são a mesma substância química. Ainda assim, são muito diferentes em suas propriedades. Relativamente falando, o gelo é o que tem menos liberdade dentre os três; mal se move. A água tem mais liberdade; pode facilmente fluir e se espalhar. O vapor é o mais livre de todos. Não só pode se espalhar em todas as direções, mas além disso, sendo invisível, é também o mais sutil dos três, podendo chegar até onde nem o gelo, nem a água podem.
Assim também é a mente humana. Uma mente impura, não importa o quão inteligente, tem muitas limitações. Não conhece nada além do domínio da percepção sensorial, ou seja, do que está além do mundo do tempo e do espaço. Não pode saber o que vai acontecer no momento seguinte, ou o que aconteceu no passado distante. Verdades metafísicas, tais como o conhecimento da existência de Deus, estão além do alcance de uma mente assim. Mas, quando essa mesma mente é purificada, ou transformada através de disciplinas espirituais, e se torna uma mente extraordinária, ela pode transcender as barreiras do mundo sensorial e alcançar a fronteira mais longínqua do mundo do tempo e do espaço. Tal mente, pode então vislumbrar o que está além do domínio dos sentidos, e adquire capacidades extraordinárias. Se torna onisciente e pode saber de todos os eventos do passado, do presente e do futuro. Um verdadeiro santo possui uma mente pura assim. Com a ajuda de tal mente, o santo vem a saber a verdade a respeito de Deus, da alma, da criação etc. Essas verdades são chamadas de verdades supra-sensoriais, ou verdades metafísicas. O hinduísmo, como as outras importantes religiões do mundo, se baseia nessas verdades que foram descobertas por seus sábios de mente pura.
O FUNDADOR

O hinduísmo tem a distinção única de não ter um fundador conhecido, e a pessoa pode se perguntar, como pode existir uma religião sem um fundador? As verdades eternas e supra-sensoriais, descobertas por sábios da Índia antiga, são a fundação do hinduísmo. Esses sábios preferiram permanecer anônimos porque perceberam que essas verdades devem ter sempre existido, assim como a lei da gravidade já existia quando foi descoberta por Newton. Os sábios também realizaram que essas verdades eternas haviam vindo de Deus, a mesma fonte de onde tudo mais na criação provem. Porque essas verdades vieram de Deus, os sábios as chamaram de apaurusheya- não provenientes do homem.
Por não ter um fundador conhecido, o hinduísmo tem uma certa vantagem sobre outras religiões. Se fosse uma religião com um fundador específico, teria sido difícil passar pelo tipo de evolução que tem experienciado durante os muitos milhares de anos passados. Em épocas diferentes, muitos santos e incarnações divinas tem aparecido nesse palco e representado seus papéis individuais, enriquecendo o hinduísmo com seus ensinamentos. Ao reinterpretar antigos textos das escrituras, eles tornaram a religião relevante para pessoas e épocas diferentes. Através de suas próprias experiências espirituais, eles também validaram as verdades das escrituras.
Qualquer uma das antigas religiões pode ser comparada a um sótão em uma casa velha, que, a não ser que seja limpo regularmente, acumula poeira e teias de aranha, e eventualmente se torna inútil. Da mesma forma, se uma religião não for limpa e atualizada de tempo em tempo, ela perde sua utilidade e seu significado para pessoas diferentes em épocas diferentes. Isso não aconteceu com o hinduísmo. Felizmente, em períodos diferentes, muitos santos verdadeiros nasceram na Índia. Limparam, reformaram e revitalizaram a religião, tornando-a relevante àquele momento no tempo. Isso não teria sido possível se o hinduísmo tivesse um fundador.
Fonte:Site www.vedantabh.or.br

EXTRAÍDO DO  ESPIRITBOOK

O HINDUISMO É CONSIDERADO UMA FILOSOFIA DE ORDEM RELIGIOSA




O hinduísmo é considerado uma filosofia de ordem religiosa que engloba tradições culturais, valores e crenças obtidas através de diferentes povos. Passando por constantes adaptações até chegar ao que se conhece hoje, o Hinduísmo foi dividido em fases para melhor apresentar sua história.
Na primeira fase, chamada de Hinduísmo Védico, cultuava-se deuses tribais como Dyaus (deus do céu, deus supremo) que gerou outros deuses. Na segunda fase, a partir de adaptações de outras religiões, surgiu o Hinduísmo Bramânico que cultuava a trindade composta por Brahma (divindade da alma universal), Vishnu (divindade preservadora) e Shiva (divindade destruidora).
Na terceira fase percebem-se diferentes adaptações influenciadas por religiões a partir do cristianismo, islamismo e outras. O Hinduísmo Híbrido surgiu então como a agregação de diversas influências. Para os hindus:
- A trajetória que a alma terá é traçada de acordo com as ações praticadas aqui na Terra (lei do Carma);
- A libertação final da alma (moksha) determina o fim do ciclo da morte e do renascimento;
- Os rituais hindus devem ser feitos sempre tendo a meditação (darshan) e a oferenda aos deuses (puja);
- A alimentação deve ser vegetariana, pois considera-se a utilização da carne na alimentação como uma prática impura;
- As preces cantadas (mantras) devem ser dedicadas a todos os deuses;

- O OM (aum) é o mantra mais importante, pois representa Deus;

- Shiva representa o princípio masculino enquanto o princípio feminino é representado por suas esposas Parvati (mãe), Durga (deusa da beleza), Kali (senhora da destruição) e Lakshmi (senhora da arte e da criatividade).
(Fonte:BrasilEscola)

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EXTRAÍDO DO  ESPIRITBOOK.


A BUSCA DO ÍNTIMO RECONHECIMENTO







Serve-se o homem, individual ou coletivamente, de pronomes possessivos para expressar a sua contenção de coisas várias ao seu uso exclusivo, ou daqueles que o cercam.
Todas as significâncias e insignificâncias que sejam do interesse passam a receber o título “é meu”, ou seja, isto me pertence e somente eu posso dar-lhe destino ou fazer uso; ninguém mais poderá usufruir desta coisa, sem que eu autorize.
A convicção totalmente equivocada do homem terrestre o coloca como símbolo de mediocridade, diante do Universo. Olha-se, o próprio, como se possuísse, em seu contexto, razões suficientes para apoderar-se do que a todos pertence, já que Deus é o criador de tudo e Pai de todos.
Obviamente, revestindo-se do individualismo, passa o homem a achar-se único e poderoso, ao ponto de subjugar seus iguais, como se eles não representassem as mesmas qualificações primeiras que igualam a todos nós.
Aquele que se coloca na frequência do individualismo intitula-se sempre o favorito, o proposto, para prover-se daquilo que melhor identifica, sob seu ponto de vista.
Em qualquer situação, embora tenha que agir da forma mais grotesca e rudimentar conhecida pela humanidade, não hesitará em fazê-lo, já que, preferencialmente, ordena-se para obter o melhor. O outro poderá ficar com a parte ofuscante, no seu entender, ou sem coisa alguma, não importam as consequências que venham a malbaratar seja quem for, se a sua vontade egoística foi severamente atendida, é o que basta.
A permanência na teia do individualismo arrasta o homem para o abismo das controvérsias e perturbações.
É fácil de notar que, todo aquele que açambarcou para si grande parte das cargas materiais, em tempo futuro se encontrou com o estado putrefato das transformações.
Transformação é processo comum, no Universo; entretanto, para os que se apoderam das condensações do nosso mundo, de tal forma achando-se donos, em algum momento do amanhã, irão deparar-se com a morbidez que energizaram as pretensas posses.
Ver-se-ão, sob tormentas várias, quando a morte os arrebatar e, em olhando seus corpos, observá-los-ão desintegrar-se, como tudo o que achavam possuir ficará de fora dos seus alcances e dos seus domínios.
As doações de Deus desviadas para o campo do egoísmo, irão se transformar em conturbações, desesperos, angústias e outras sensações semelhantes.
O acúmulo propiciado pela retenção, chave do egoísmo, tutora primeira do individualismo, providencia para que a consciência obnubilada venha a promover a falência da felicidade relativa, possível de ser alcançada, e constrói abismos de tormentas e manifestações de incredulidades que, impreterivelmente, serão os falidos e podres tesouros a serem superados, para que possam seus seguidores olhar-se e sentirem-se, daqui a algum tempo, como filhos de Deus, pois, em determinado momento, sentir-se-ão a pior das escórias.
Vencida a estada nos “ismos”, é preciso provocar um insight vigoroso, nos canais da individuação. Porquanto, para todo caminhante desse deprimente trajeto, faz-se imprescindível reconhecer-se como um filho de Deus, conseguintemente, com a necessidade indispensável de relacionar-se, pelo menos com seus iguais, os outros, pelo canal da fraternidade, da solidariedade. Controlar a fração egoística e passar a movimentar-se no caminho do reconhecimento da vida, seja: todos somos iguais perante Deus; aquele que está acima de mim me ajudará; aquele que está abaixo e mim eu ajudarei e, para que a ajuda mútua se dê, nenhum preconceito será admitido; somos filhos de Deus, independente da posição ou local que venhamos a nos encontrar; tudo o que tenho é emprestado por Deus e, se necessário for, devo dividir com o próximo; aquilo que exceder as minhas necessidades, em qualquer circunstância, devo doar onde houver falta, devo desenvolver-me, intelectual e moralmente, criando sempre estruturas que evidenciam o bem, incorporando uma personalidade que se identifique, o mais possível, com o Evangelho de Jesus.
Precisamos, deveras, entender: somos Seres criados, precipuamente, para viver em comunidade, com uma vida constante de relacionamentos. Pois, através do interagir, iremos despertando várias sementes adormecidas, assim como aprimorando outras jê em estado cinético. Tal condicionamento, primordial ao ascender para o progresso, não inviabiliza qualquer estágio vivenciado, tampouco menospreza a individualidade do homem. Pelo contrário, é no meio propício a uma série de eventos, de inúmeras qualidades, que são acionadas as vontades presentes em cada um de nós, e onde, por vertentes várias, vamos consolidando a nossa individuação.
Eis que a misericórdia Divina espera saibamos dirigir as vontades, orientando-as para espaços fertilizados com aragens de amor, desconsiderando e anulando todas aquelas que interfiram, de alguma forma, tentando desorientar comportamentos benignos.
Se apenas somos Seres viventes, dependentes ainda de um turbilhão de conquistas e, simplesmente, possuímos aquilo que temos armazenado na memória, consciente ou inconscientemente, pois tudo mais são criações de Deus, colocadas no caminho para uso dos Seus filhos, e transformam-se, invariavelmente, por estarem subordinadas á Lei de Progresso, assim como os homens, então, porque subestimo a tudo e tento impor meus conceitos?
Embora a resposta esteja implícita, no transcorrer das linhas até aqui, podemos acrescentar que qualquer Ser que envereda por situações inúteis, desfavoráveis à obtenção das elucidações necessárias, encontra-se carente dos conhecimentos da vida; desconhece por que nasceu, por que vive e por que morrerá; se não em toda a extensão destas citações, pelo menos em parte, ou equivocadamente as considera.
Assim, embora pouquíssimo verifiquemos, individuar-se deverá ser ação primeira, para íntimo reconhecimento como filho de Deus, irmão de todos os outros indivíduos, e com razões mais específicas, dos semelhantes.
Identificando as funções básicas da vida e da existência, pela ação de reconhecer-se a si mesmo0, disporá de valores a serem considerados a tudo que o cerca, imprimindo, inclusive, a desvalorização daquilo que, por razões óbvias, implicam no não ascender ao progresso, em particular, o individualismo, assessor qualificado pelo egoísmo.
Ficarão abertas, por essas vias, as portas para a contemplação de um universo interior luminoso e, através dessas mesmas portas, deixará que a claridade envolva todos à sua volta, espargindo fraternidade. Confirmando assim, estar consciente de ser um Indivíduo, filho de Deus.
Tornar-se um indivíduo é individuar-se, tornar-se Si-mesmo, aquilo que de fato somos e interpretar tudo isso com a singeleza da Filosofia Espírita.
Segundo Jung, o grande sentido da vida é a individuação: processo profundo de autoconhecimento. Uma vez que alguém se entrega a esse caminho, sua vida será conduzida por uma sabedoria maior que ele denominou Self (Si-mesmo, o Espírito).
Esse é o caminho para a almejada realização pessoa, para o “sentir-se bem”, para realmente interiorizar: sou filho de Deus, devo amar-me e amar a todos os indivíduos, independente do estágio em que se encontrem; somente seguindo esses passos alcançarei a morada da Felicidade e da Paz.
Quando, no âmago do Ser, as raízes do amor conseguirem o néctar suficiente, para iniciarem o desenvolvimento dos caminhos pertinentes às construções que sustentarão, no porvir, a paz, a busca do íntimo reconhecimento terá acontecido; terá se encontrado, o filho de Deus, com as razões da via, consigo mesmo. Agora é partir em busca do homem integral.
Texto de Roberto Vilmar Quaresma- Revista Internacional de Espiritismo – janeiro de 2011

EXTRAÍDO  DO   ESPIRITBOOK.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

POEMA PARA DEUS









Um dia, a alma desperta e se encanta com a manhã que se espreguiça no horizonte.
Sente-se como que a pairar acima e além da escala humana.
Então, se recorda ser filha de um Pai amoroso e bom. Recorda de um Criador que a tudo para todos provê.
E plena de gratidão, extravasa em versos sua alma:
Deus, Inteligência das inteligências, Causa das causas, Lei das leis, Princípio dos princípios, Razão das razões, Consciência das consciências.
Bem tinha razão Isaac Newton ao descobrir-se, toda vez que pronunciava Vosso nome.
Deus, Pai bondoso, eu Vos encontro na natureza, Vossa filha e nossa mãe.
Eu Vos reconheço, Senhor, na poesia da criação, no vento que dedilha harmonias na cabeleira das árvores.
Nas cores que se apresentam tão diversificadas em matizes e gradações.
Nas águas que rolam, silentes, em córregos minúsculos, nas cachoeiras que se lançam, ruidosas, de alturas consideráveis, no verdor da grama que atapeta o jardim e as praças.
Reconheço-Vos, Pai, na flor dos jardins e pomares, na relva dos vales, no matiz dos campos, na brisa dos prados.
Senhor, eu Vos encontro no perfume das campinas, no murmúrio das fontes, no rumorejo das menores ramificações das copas das árvores.
Também Vos descubro na música dos bosques, na placidez dos lagos, na altivez dos montes, na amplidão dos oceanos, na majestade do firmamento.
Eu Vos vejo, Senhor, na criança que sorri, brinca, pula e distribui alegrias, provocando risos.
Eu Vos reconheço, Pai, no ancião que anda lento, que tropeça. Mas, sobretudo, na inteligência que ele revela, resultado de suas experiências bem vividas.
Eu Vos descubro no mendigo que implora, na mão que assiste, na mãe que vela, no pai que instrui, no Apóstolo que evangeliza.
Deus! Reconheço-Vos no amor da esposa, no afeto do filho, na estima da irmã, na misericórdia indulgente.
E Vos encontro, Senhor, na fé do que a tem, na esperança dos povos, na caridade dos bons, na inteireza dos íntegros.
Reconheço-Vos, Senhor, na inspiração do poeta, na eloquência do orador, na criatividade do artista.
Também Vos encontro na sabedoria do filósofo, na intelectualidade do estudioso, nos fogos do gênio!
E estais ainda nas auroras polares, no argênteo da lua, no brilho do sol, na fulgência das estrelas, no fulgor das constelações.
Deus! Reconheço-Vos na formação das nebulosas, na origem dos mundos, na gênese dos sóis, no berço das humanidades, na maravilha, no esplendor, no sublime do Infinito!
Por fim, entendo, com Jesus, quando ora:
Pai nosso, que estais nos céus...
Ou com os anjos quando cantam: Glória a Deus nas alturas...

Fonte: Redação do Momento Espírita

eXTRAIDA  DO  ESPIRITBOOK