domingo, 22 de novembro de 2015

NOITE DO PIJAMA


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         Pedro e João eram amigões da escola! Eles adoravam brincar juntos, jogar bola, correr, colorir desenhos e conversar. Um dia Pedro convidou João para dormir na sua casa depois da aula, pois ele iria fazer uma noite do pijama.

         João achou a ideia do amigo fantástica e pensou: - Nossa!! Como a família do Pedro é legal! Deixam ele fazer noite do pijama em casa! 

         Embora nunca tivesse participado de uma noite assim, João chegou em casa muito empolgado depois da aula e perguntou aos seus pais se poderia ir dormir na casa do colega no dia seguinte. Como foi autorizado, correu arrumar sua mochila e, feliz que estava com a novidade, ficou fazendo muitos planos.

         Chegou o momento de ir pra casa do amiguinho. A mãe de Pedro levou os meninos pra casa depois da aula e, sem demora, os dois foram brincar no quintal, onde se divertiram muito. 

         Depois jogaram bola, brincaram de se esconder e a todo o momento João pensava que a casa de Pedro era muito mais divertida que a sua, os brinquedos do colega pareciam muito mais legais do que os seus! Achou até que os pais do amigo eram mais bonzinhos que os seus: 

         - Acho que eu vou querer ficar aqui nessa casa pra sempre! - pensou.

         Após muito se divertirem, tomaram banho, jantaram e chegou a hora de ir pra cama.

         O papai de Pedro montou um acampamento no quarto para os meninos dormirem. Logo que deitaram, Pedro pegou no sono, estava cansado. João achou estranho deitar sem a mamãe lhe dar um beijo de boa noite e fazer uma prece com ele. Também sentiu falta de ouvir uma histórinha, o que sempre acontecia na sua casa. Logo começou a se revirar no colchão, e sem conseguir pegar no sono, ficou lembrando de sua caminha, de sua maninha Gabi, que às vezes lhe incomodava nas brincadeiras, mas agora lhe fazia falta! Estava com saudade da sua casa e sua família! 

         João começou a chorar baixinho. Passou um tempo, e a mamãe de Pedro o ouviu e veio até o quarto.

         - O que houve querido? Por que está chorando? - perguntou a mãe de Pedro.

         - É que eu achei que aqui era a melhor casa do mundo, mas agora eu vi que eu gosto mais da minha casa e não estou conseguindo dormir aqui!

         Então a mãe de Pedro explicou amorosamente para o menino:

         - Claro João, você tem razão, o melhor lugar pra gente estar é na nossa casa com a nossa família. A família que Deus nos deu de presente! Você só vai ficar uma noite aqui e amanhã voltará pra sua casa. Eu ficarei aqui até você pegar nos sono, não se preocupe! É normal estranhar quando estamos longe de casa.

         João ficou mais aliviado e confiante. Logo conseguiu dormir, pensando que aprendeu a importante lição de que nenhuma casa ou família é melhor ou pior que a outra, elas são apenas diferentes!


carina Fiorim Comerlat

FONTE -   ESPIRITBOOK
C

CARÊNCIA DE LUZ









Vale pensar no tempo que passa, celeremente, a exigir providências efetivas para que o bem consiga alcançar o âmago da Humanidade, onde dúvidas cruéis e pessimismo vêm desestruturando mentes, consumindo vidas.

O Espiritismo é chamado à liça, a fim de apresentar o conjunto das suas lições, a força dos seus ensinamentos, como opção nova para os pés trôpegos de tantas criaturas.

Divulgá-lo é dever impostergável, conscientes que estamos da sua importância.

Vivenciá-lo é compromisso intransferível, cientes que estamos das verdades ínsitas nas suas propostas felizes.

Sem dúvida, não são muitos os que se sensibilizam com a Doutrina vigorosa que o Espiritismo alberga. Poucos se deram conta de que há muito a extrair-se do majestoso conteúdo espírita.

O Espiritismo, como entendemos na Pátria Espiritual, assemelha-se a um imenso oceano, enquanto a maioria de nós, que nos vinculamos aos seus contextos, mantemo-nos tão-só em suas praias.

Há muito que aprender, para que melhor o possamos divulgar. Há necessidade de estabelecermos ou mantermos grupos, pequenos ou grandes, de companheiros entusiasmados com essa vertente das bênçãos de Deus, chegada à Terra para renovar-nos o convite de Jesus para buscarmos a riqueza que não pode ser usurpada.

Faz-se urgente a disseminação do Pensamento Espírita, sem pieguices e acréscimos provenientes de vários contextos do Espiritualismo do mundo que, em si mesmos, não correspondem às vistas da formosa Doutrina.

Espiritismo! Quanto te necessitamos. Quanto te buscamos, muitas vezes sem utilizarmos eficiente roteiro ou metodologia adequada. O tempo de agora é o mais apropriado a esse entendimento e a essas providências divulgadoras.

O mundo carece mais do Espiritismo, do que de qualquer outra coisa. Não foi sem razão que o Codificador indagou dos Imortais sobre a possibilidade de a Doutrina Espírita vir a tornar-se crença geral ou se permaneceria partilhada por pequenos grupos, por poucas pessoas. Os guias do mundo informaram que estava chegado o tempo da expansão dos seus princípios. Seria crença geral. Seus fundamentos estão vinculados às leis naturais. Informaram que isso não se daria sem dificuldades, mas que se daria.

Assim, eis chegado o tempo do nosso esforço pessoal e institucional para que isso possa dar-se. O tempo urge. Unamo-nos por difundi-lo com maturidade, com alegria, com verdade, a fim de que os espíritas – encarnados ou não – possamos cooperar com os empenhos de Jesus Cristo, nessa quadra de graves definições e ajustes da Humanidade.

 

CAMILO

REFORMADOR - Ano 119 / Janeiro, 2002 / Nº 2.074

FONTE -  ESPIRITBOOK

domingo, 8 de novembro de 2015

A VOZ DO TEMPO -




O que é o tempo? 

Somos nós que passamos por ele ou é ele que, inexorável, passa por nós? 

Onde estão, se é que existem, as tênues linhas que separam passado, presente e futuro? 

A natureza do tempo tem sido um dos maiores problemas filosóficos desde a Antiguidade: a forma como ele flui, a sua linearidade, suas propriedades, sua relatividade. 

Cada um pode percebê-lo de maneira distinta, conforme as circunstâncias. Numa situação agradável, passa depressa, quase a galope. Todavia, numa situação penosa, passa devagar. 

Uma coisa, porém, é certa: o tempo, envolto em seus mistérios, é dono de uma voz mansa, de um toque gentil, de um abraço reconfortante, de uma sabedoria absoluta que nos envolve e nos alcança a todos. 

Voltemos os olhos aos nossos corações: quantas feridas o tempo já cicatrizou? Quantas mágoas foram por ele diluídas nas brumas do ontem? Quanta sabedoria adquirimos por conta da cinza das horas? 

Muito devemos a ele. O tempo. Silencioso tempo. Impassível tempo. Generoso tempo.
*  *  *
O tempo é o maior tesouro de que um homem pode dispor. Embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento. Sem medida que o conheça, o tempo é, contudo, nosso bem de maior grandeza: não tem começo, não tem fim. 

Rico não é o homem que coleciona e se pesa no amontoado de moedas, e nem aquele que se estende, mãos e braços, em terras largas. 

Rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra o seu curso. 

Não irritando sua corrente, estando atento para o seu fluxo, brindando-o com sua sabedoria para receber dele os favores. 

Somente a justa medida do tempo dá a justa natureza das coisas. 

Não devemos, contudo, retrair-nos no trato do tempo, bastando que sejamos humildes e dóceis diante de sua vontade. 

O tempo sabe ser bom. O tempo é largo, o tempo é grande, é generoso, é farto. É sempre abundante em suas entregas. Diminui nossas aflições, dilui a tensão dos preocupados, suspende a dor dos torturados. 

Traz a luz aos que vivem nas trevas, o ânimo aos indiferentes, o conforto aos que se lamentam, a alegria aos homens tristes, o consolo aos desamparados. 

Também a serenidade aos inquietos, o repouso aos sem sossego, a paz aos intranquilos, a umidade às almas secas.
*  *  *
O tempo é manancial de sabedoria que flui por entre nossas existências. 

Nas incertezas do caminho, nos momentos de angústia, nas aflições da jornada, confiemos nele, que tem a medida de todas as coisas e o consolo para todas as lágrimas. 

Jamais nos permitamos acreditar que não há tempo. Fechemos os olhos, ouçamos sua voz... 

Lá ele está: o tempo de um abraço, de um sorriso, de um ato de caridade, de uma mudança de vida. O tempo para a família, para os amigos, para nós mesmos, para Deus. 

Sempre há tempo. 
Redação do Momento Espírita, com trechos colhidos no cap. 9, do livro "Lavoura Arcaica",  de Raduan Nassar, ed. Companhia das Letras - 

CHICO XAVIER MAIS QUE UM LÁPIS DE LUZ ENTRE DOIS MUNDOS!











O século vinte conheceu um homem extraordinário, não apenas dotado de faculdades mediúnicas exuberantes, mas repleto de virtudes, entre elas, em destaque, a humildade. Recebeu centenas de homenagens, e quando nelas comparecia por força das circunstâncias sociais, apresentava-se de forma simples e discursava fazendo questão dedizer que tudo era devido aos espíritos. Seus livros psicografados venderam milhões de exemplares, e tudo doou a instituições beneficentes.

Davam-lhe presentes, agrados pelas benesses recebidas, e ele de imediato distribuía aos mais necessitados. Psicografava páginas e mais páginas, e admitia faltar-lhe compreensão para muitas coisas que os amigos espirituais transmitiam por seu intermédio, afinal ele só tinha o curso primário e, portanto, não podia ser o autor de prosas e versos nos mais variados estilos e com tanta diversidade de conteúdo. Esse homem é Chico Xavier.

Não temos, ainda, ideia da envergadura moral desse homem. Tudo o que até hoje foi escrito sobre ele é pouco, pois diante de nós estava um missionário que tudo soube enfrentar com resignação e fé inquebrantável, protagonizando cenas de puro lirismo, e também dos mais comoventes apelos às fibras íntimas da alma.

Quem não se quedava, mudo, aos seus conselhos paternais? Quem não o reverenciava, em silêncio, pelos seus exemplos? Quem não o procurava, lágrimas nos olhos, para receber notícias dos entes queridos do outro lado da vida? Quem não olhava para ele maravilhado diante das respostas esclarecedoras que dava às mais diversas questões? Mas, tudo, tudo mesmo, ele agradecia aos espíritos que o auxiliavam, referindo-se a eles em todos os instantes, por isso foi chamado pelo seu amigo José Herculano Pires de ser inter-existente.

E é essa ação entre dois planos de vida que nos chama a atenção. Conta minha mãe que nos idos de 1970, lá estava Chico Xavier numa daquelas noites de autógrafo que varavam a madrugada, na sede da Casa Transitória, na cidade de São Paulo, e ela era a responsável por colocar à frente da fila pessoas com deficiência, os que se encontravam na velhice do corpo e com criança de colo.

E como, com antecedência, os companheiros da casa espírita que frequentávamos souberam dessa sua tarefa, pediram que aproveitasse a ocasião para entregar ao valoroso médium uma carta. E a missiva estava em seu bolso, as horas passavam, o trabalho não dava descanso, e a carta ficou esquecida. Não para o Chico.

Já madrugada, aproveitou que minha mãe encostara na mesa levando mais uma pessoa, e segurou-lhe as mãos, indagando: “Então, minha irmã, quando você vai me entregar?” Como ela já havia esquecido da incumbência, olhou admirada para o Chico, e respondeu: “Mas eu não tenho nada para lhe entregar ou pedir”. Chico sorriu e deixou o tempo passar. E novamente voltou a pegar-lhe nas mãos e fazer a mesma indagação, quando então minha mãe lembrou da carta e entregou-a. Simpático e sorridente apesar de tantas horas transcorridas de atendimento a centenas de pessoas, Chico informou: “Finalmente, minha irmã. Eu estava esperando, pois Emmanuel já havia me avisado que você tinha esquecido”.

Esse é um episódio simples, mas que nos mostra um médium equilibrado, sintonizado e preocupado em fazer o melhor. A carta não podia ficar perdida, continha um pedido e era imprescindível atender. E como bom instrumento, fiel e disciplinado trabalhador da seara de Jesus, lá estava ele atento às indicações de seu mentor espiritual.

Sabemos, pelos estudos propiciados pelo Espiritismo, que nunca estamos, na existência terrena, ligados por acaso às pessoas, estejam elas encarnadas ou não. Somos construtores de nossa história evolutiva e também da história social da humanidade, e as ligações entre Chico Xavier e Emmanuel remontam a tempos idos, épocas remotas da história humana, como tantas vezes revelou o próprio médium, e tão bem está descrito nos romances épicos iniciados por Há Dois Mil Anos, quando encontramos os mesmos personagens revestidos de outra personalidade nos meandros do Império Romano, já conquistadas as terras palestinas onde semeava o Mestre dos mestres, Jesus. É bela a história dos nossos entrelaçamentos afetivos, conquistando para toda a eternidade amizades verdadeiras.

Então eles são convocados por Jesus, governador planetário, para mais uma missão, desta vez um como benfeitor espiritual, outro como médium do lápis de luz. Luz dos corações, das letras, das almas. Com disciplina, humildade, amor ao próximo, resignação, fé e muito estudo da doutrina espírita, Chico Xavier cumpriu com fidelidade sua missão.

Legítimo e inquestionável representante do Espiritismo, deixou-se conduzir por Emmanuel para produzir mais de 420 livros psicografados, observando sempre os postulados básicos consagrados por Allan Kardec e os Espíritos Superiores. Aliás, seu mentor espiritual lhe solicitou reiteradas vezes usar a razão e, na dúvida, ficasse com a codificação espírita. E Chico Xavier sempre atuou observando essa instrução.

Da lavra mediúnica do nosso querido e inesquecível Chico Xavier temos livros sobre importantíssimos estudos doutrinários; livros que explicam os conteúdos da obra kardequiana; livros para ensinar os corações infantis; livros poéticos que sensibilizam leigos e estudiosos; livros que trazem de volta os que partiram pelas portas da morte; livros reveladores de fatos históricos; livros que resgatam os ensinos dos evangelhos; livros que exaltam a vida e Deus como pai; livros que consolam; livros que vivificam Jesus Cristo. Livros e mais livros, de todos os estilos. Conteúdos assinados por milhares de espíritos. Assinaturas comprovadas por pesquisa técnica como idênticas aos documentos de identidade deixados pelos falecidos.

E não apenas psicografou livros. Quantas milhares de mensagens de cunho particular ao longo de mais de setenta anos de mediunidade? Impossível saber. E as psicofonias nas reuniões mediúnicas? E os tratamentos espirituais prodigalizados? E os fenômenos de materialização? E as vidências inumeráveis desde a infância? E os ouvidos, através da audiência, emprestados aos espíritos? E os passes reconfortantes? Tudo isso, e muito mais, através da mediunidade entregue ao serviço do bem, ao mesmo tempo em que, como qualquer ser humano, providenciava o pão de cada dia no trabalho profissional honesto, e cuidava da numerosa família de irmãos sob sua dependência.

Impressiona ver a filmagem aérea realizada em Uberaba num sábado pela manhã, mostrando milhares de pessoas serpenteando pelas ruas, em busca de Chico Xavier para receber dele um pão, um agasalho, uma moeda, uma palavra de consolo. Por isso foi chamado por Augusto César Vanucci de homem-amor, exemplo de caridade em ação. E encerrava as atividades debaixo de uma árvore em estudos memoráveis do Evangelho.

Chico Xavier, é bem verdade, será pelos tempos afora lembrado como médium psicógrafo, o lápis de luz cintilando palavras no papel, o que é verdadeiro e incomparável com qualquer outro personagem já existente na história da humanidade. Mas também deverá ser lembrado como exemplo de missionário que marcou nossas vidas com a luz imperecível do amor.

Ele partiu, cumprida a tarefa, como todos nós, em chegado o tempo, partiremos. Temos certeza que, por amor, apesar de todos os méritos, continua juntinho de nós, pois enquanto houver sofrimento na Terra, ele não se cansará de estar presente para estancar as lágrimas, sustentar os corações e lembrar-nos que a vida continua, e que a misericórdia divina socorre a todos.

Chico Xavier é de todos os tempos.

Chico Xavier é de todos nós.

Chico Xavier é exemplo de bom médium.

Chico Xavier é o amigo que guardamos no coração.

Chico Xavier é o seareiro de Jesus que ilumina nossos passos.

Por tudo isso, tocados pelas sublimes mensagens da Boa Nova revisitadas pelo Espiritismo através das revelações mediúnicas, e recordando nossa juventude, quando nos deparamos com os livros espíritas psicografados por ele, dizemos, do fundo do coração:

Chico Xavier é para sempre.

Marcus de Mario


FONTE -  ESPIRITBOOK

MARAVILHOSO LIVRO: “EDUCAÇÃO PARA A MORTE” DE “J. HERCULANO PIRES”








Para os materialistas, o título “EDUCAÇÃO PARA A MORTE” significa “Educação para o Nada”. Para aquele, no entanto, que entrevê a imortalidade da alma, esse título torna-se grandioso, pois ele compreende que a morte nada mais é do que o término de uma experiência material e o retorno à vida livre do Espírito. Nesta obra Herculano nos mostra que o ser humano deve ser educado, não só para esta vida atual, mas também preparando-se, através do aperfeiçoamento intelectual e moral, para as próximas existências, alternando-se no mundo espiritual e no mundo material, dentro do longo processo de evolução a que estão vinculados todos os seres do universo.

Herculano Pires desencarnou a 9 de março de 1979, em sua residência em São Paulo. O coração recusou-se a prosseguir funcionando, abrindo ao filósofo do Espiritismo as portas do Novo Mundo Velho. Sim, novo e velho ao mesmo tempo, como ele afirma aqui, nesta obra, ressaltando, porém, que o velho não significa roto, carcomido, mas pré-existente, anterior, real. E Herculano mergulhou fundo nesse novo mundo, o mergulho de quem houvera se auto-educado durante mais de seis décadas para a realidade dialética da morte.

Fora reconquistar todas as prerrogativas do Espírito, perdidas ao renascer no corpo humano. Um pouco antes, porém, que o sol da vida somática baixasse de vez no horizonte da experiência terrena, Herculano revisou os conceitos humanos da morte, chegando à conclusão de que a fuga da morte, tantas e tantas vezes repetida pelo homem, significa a fuga da própria vida.

Por isso, às vésperas de encetar a grande viagem, na tranqüilidade silenciosa de suas pródigas madrugadas, gostosamente insones, o filósofo leal a reuniu as experiências, positivas ou frustradas, da humana para afirmar a necessidade de instituir-se na Educação para a Morte.

Kardec cultura Terra a O homem nasce e ensinam-lhe a educação para a vida. Não obstante, a morte é o certo-negado, omitido sempre que possível, pintado nas cores do vazio misterioso. Por isso, nem há vida plena nem morte tranqüila.

Tudo se resume num viver em sobressaltos que as próprias religiões alimentam. Portanto, ao comemorar a passagem do 5º aniversário da morte de Herculano Pires, Edições Correio Fraterno entrega este Educação para a Morte, na certeza de que com ele o leitor terá oportunidade de revisar os seus caminhos da vida; a verdadeira, claro.




FONTE -  ESPIRITBOOK

sábado, 17 de outubro de 2015

CHICO E O RECADO DE MARIA




Chico Xavier contou que, num dos seus dias de profunda amargura, solicitou ao benfeitor espiritual que levasse o seu pedido de socorro a Maria de Nazaré, para que ela o consolasse, já que seus problemas eram graves. 

Após alguns dias, Emmanuel retornou, dizendo-se portador de um recado da Mãe de Jesus. 

Chico, imediatamente, pegou papel e lápis e preparou-se para anotar. 

- Pode falar, tomarei nota de cada palavra. 

Emmanuel, o educador atencioso, falou-lhe: 

- Anote aí, Chico. Maria me pediu para que lhe trouxesse o seguinte recado:
-" Isso também passará". Ponto Final. 

Chico tomou nota rapidamente e perguntou ao guia: só isso? E ele respondeu, enfatizando: 

- É, Chico. A Mãe de Jesus pediu-me para dizer-lhe: Isso também passará... 

Como Chico Xavier, muitos de nós, quando visitados pela dor, gostaríamos de receber uma mensagem individual de consolo. 

Pensando que fomos esquecidos pela Divindade, rogamos que nos seja concedida uma deferência especial por parte dos benfeitores espirituais.
Todavia, Deus tudo sabe e tudo vê. 

Nada acontece sem o seu consentimento, basta que depositemos confiança em Suas soberanas leis. Todas as coisas, na Terra passam... 

Os dias de dificuldade, passarão...
Passarão também os dias de amargura e solidão...
As dores e as lágrimas passarão...
As frustrações que nos fazem chorar... um dia, passarão.
A saudade do ser querido que se vai na mão da morte, passará...
Os dias de glórias e triunfo mundanos em que nos julgamos maiores e melhores que os outros... igualmente passarão
Essa vaidade interna que nos faz sentir como o centro do universo, um dia passará.
Dias de tristeza... Dias de felicidade... são lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal as experiências acumuladas. 

Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante, elevemos o pensamento ao Alto e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente: Isso também passará... 

E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre. 

Assim, façamos a nossa parte, o melhor que pudermos, sem esmorecimento, e confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo, também passarão... 

Extraído do Livro: "Renascer"
Médium: Francisco Cândido Xavier
Fonte: CEAE - Centro Espírita Aprendizes do Evangelho